Confissão #100

Não sei ao certo porque demorei tanto tempo para vir fazer esse último post. Talvez tenha sido uma série de coisas, mas também talvez porque é o último. Adoro começar coisas, e geralmente stou começando várias ao mesmo tempo; mas quem disse que sei botar ponto final? Taí Um defeito de cor que não me deixa mentir. Tanto na pesquisa quanto na escrita, o mais difícil foi saber a hora de parar, e até hoje tenho dúvidas se soube mesmo.


*****


Quem acompanhou o finado Udigrudi talvez saiba que comecei a escrever por causa do blog. Como quase todo mundo com alguma queda para a escrita, na adolescência escrevi alguns contos e poemas, mas nada do que me orgulhasse, e por isso ninguém nunca soube. Abandoneo o hábito quando resolvi estudar Publicidade, e entrei de cabeça na profissão, estagiando em várias agências, trabalhando como revisora e redatora em tantas outras e abrindo a minha, exercia as mais variadas funções durante quase 13 anos, até que perdi o tesão, e comecei a pesquisar a internet como uma alternativa, como um fôlego novo para uma área que parece estar se renovando a cada dia, mas não é bem a verdade. Comecei a buscar na internet uma nova forma de comunicação empresarial, e em 2000 caí em uma lista de discussão da qual não me lembro o nome e nem sei se ainda existe, mas que me fez mudar de idéia. Conheci gente como o Hernani, o Bica e o Maneco e a Cris, da Novae, que já trabalhavam conceitos como inclusão digital, conhecimento livre, copyleft etc..., que me convenceram e tornaram ultrapassados e mercenários os objetivos que, como empresária, eu tinha ido buscar na web. Desencantei de vez com a Publicidade, voltei a ler por prazer e comecei a escrever por necessidade. Desengavetei meus escritos e o sonho de escrever para viver, e os leitores do Udigrudi foram os grandes responsáveis por isso. Por causa do retorno e da proximidade que eu provavelmente não teria em nenhum outro meio. Resolvi confiar nos meus intintos e tentar a sorte.

No final de 2001, já tendo um assunto que me interessava pesquisar, vendi tudo o que tinha em São Paulo e fui embora para a Bahia, onde eu nunca tinha estado. Botei meus pés nos mares daquela terra encantada como se de lá nunca os tivesse tirado, sob a proteção de Iemanjá. Encantei-me por uma casa de portas e janelas vermelhas, em Itaparica e pra lá me mudei, depois de ter me desfeito de tudo que não coubesse no meu carro.

Durante três meses me ocupei de viver, de me recompensar pelos últimos oito anos sem férias, pelos clientes chatos (nem todos, é claro, principalmente os que me lêem agora hehehe), pelos trabalhos com prazo estourado, pelas procupações em ter que cavar trabalho para pagar contas e salários. Dias de deitar na rede da varanda e ouvir o mar, de catar conchas, de andar a esmo, de ver sol nascer e se pôr, de tomar banhod e chuva morna, de aprender a ver de que lado e quando a chuva viria, de tirar o salto e andar descalça, de me acostumar à drástica mudança. E só depois comecei a pesquisar para Um defeito de cor e a escrever Ao lado e à margem..., que lencei em edição independente no final de 2002. Foi um dos primeiros livros vendidos teclado-a-teclado, ou seja, através da divulgação de blogueiros amigos, quase sem a ajuda da grande midia e sem qualquer estratégiade distribuição para as livrarias. Vendi quase toda a edição de 1000 exemplares, e tive a sorte de um deles cair nas mãos do blogueiro, jornalista, geólogo e aventureiro amigo Gravatá, que fez com que outro chegasse ao Millôr, que me levou para a Record, que agora publica Um defeito de cor.


*****


Contei a história acima para justificar o seguinte: devo a publicação de Um defeito de cor a algumas serendipidades, a uma boa dose de sorte, à ajuda indispensável e nunca agradecida o suficiente de alguns amigos, à coragem da Record em investir nesse catatau escito por uma escritora iniciante e desconhecida, mas, principalmente, à blogosfera. Foi o blog que me fez voltar a escrever, foi o blog que me presenteou com leitores e amigos fantásticos, que sempre me incentivaram a continuar. Isso me leva a crer que não temos a real idéia do tamanho e da importância da influência dessa fantástica ferramenta.E talvez seja até bom que não tenhamos mesmo, pois assim podemos continuar a nos divertir com nossos blogs. Os meus blogs, por exemplo, nunca passaram de uma média de 60 leitores diários, e me levaram a ser publicada por uma das maiores editoras da América Latina.

Não sei se o termo é bem esse, mas "em agradecimento" a tudo o qu os blogs me deram, a partir de certo momento desse aqui, resolvi publicar em partes "Ao lado e à margem do que sentes por mim", e não fazer mais nenhuma edição impressa dele. A que fiz se pagou e me deu muito mais do que eu poderia esperar quando resolvi fazê-la, confesso que por pura ansiedade, por não ter paciência de esperar por respostas de possíveis editoras. E, é claro, por acreditar também.


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Já fui muito mal interpretada ao contar essa minha história, pois acharam que eu estava querendo me exibir. Já fui mal interpretada também ao dar algumas dicas para quem estava querendo publicar, mas vou correr o risco de sê-lo novamente, porque acho que vale a pena. Já fui até mal interpretada por ter tido sorte, mas me tranquilizei quando um amigo disse que sorte é quando a oportunidade encontra a capacidade, e comecei a acreditar que a mereci. Dizendo assim, até parece ter sido tudo fácil, mas não foi. Mas a sorte pode sim ser fator decisivo no mercado literário, assim como em muitos outros. Acredito que há algumas maneiras de atraí-la, mesmo sabendo que não há um único caminho das pedras, pois cada um deve esncontrar o seu. Mas há alguns atalhos:

1 - Levar a sério o processo da escrita. Antes de qualquer coisa, fazer literatura é trabalhar, trabalhar e trabalhar as palavras. Muito. Acreditar em inspiração e esperar por ela é perder um tempo precioso no qual o trabalho poderia estar sendo feito. É claro que há momentos mais propícios ao insight, mas eles devem nos encontrar trabalhando. Fiz 19 versões de Um defeito de cor, e relendo-o depois de impresso vejo muitas passagens nas quais eu devereia ter trabalhado mais, e algumas gralhas que me pegaram (e às revisões) distraída. (por favor, quem o estiver lendo, encontrando mais algumas, mande pra essa que, otimista ao extremos, acredita em próximas edições ;-)). Com isso aprendo que o livro publicado nunca é o livro ideal, mas apenas o livro possível. E isso dá um tremendo alívio para continuar trabalhando.

2 - O trabalho nunca termina depois de se escrever o melhor livro possível, pois, procurar uma editora para ele também dá trabalho. tendo uma vaga noção disso, eu comecei bem antes de terminar de escrevê-lo. Como tive sorte, não precisei passar por esse processo de busca, mas eu estava preparada para ele. Quando decidi que queria escrever e publicar, ainda em 2001, listei 10 editoras das quais mais gostava e, durante dois anos, pesquisei tudo sobre elas: quando e como surgiram, quem eram os editores responsáveis por ficção nacional, assinei boletins de lançamento dessas editoras - para saber em que tipo de livros e de mercados apostavam-, comprei pesquisas sobre o mercado editorial brasileiro, li muitas dicas de escritores publicados, descrobri quais editoras apostavam em iniciantes, qual a parcela de autores nacionais publicavam em relação a traduções etc... É um trabalho que parece não ter muito a ver com as funções de um escritor, mas é significativamente importante para quem quer começar. É preciso que haja uma identificação entre a obra que vai se propor e o catálogo e a visão da editora. Sabe-se que é muito difícil lançar um livro sem Q.I., mas é possível; mas é impossível lançar um livro sem Q.I. mandado para a editora errada.

3 - A apresentação do melhor livrpossível à editora certa também é muito importante. Faz uma bela diferença um original bem preparado, bem impresso, limpo e, de preferência, acompanhado de uma carta e apresentação dirigida ao(a) editor(a) responsável. Na carta, o escritor deve falar um pouco sobre o livro, sobre o que o levou a escrevê-lo, e demonstrar que foi com conhecimento de causa que decidiu enviá-lo para aquela editora. Mostrar que conhece o catálogo da editora, o trabalho que ela vem fazendo, e, por isso, sabe que o livro se encaixa no processo em andamento. Caso contrário, o livro será apenas mais um entre tantos outros que eles recebem (e se você não diz que não, não há porque eles pensarem diferente), e não custa nada facilitar o trabalho de triagem.

4 - Se você acredita na qualidade do seu livro: trabalhe, trabalhe, trabalhe. E invista nele: tempo ou dinheiro, ou os dois. Eu já fiz isso, e não me arrependo nem um pouco.

mas como eu disse antes, cada caso é um caso. Eu estava preparada para fazer tudo isso aí acima, mas não precisei. Ou talvez, até por causa disso eu não tenha precisado. Vai entender as serendipidades da vida... ;-) Mas, levando em conta tudo o que pode acontecer, o que desejo do fundo do meu coração a quem quer tentar, é: sorte! Muita sorte!


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Acabei não falando nada da noite de autógrafos de BH, em 12/05, que foi uma delícia. é muito bom a gente saber que pode contar com a família, com os amigos, com muitas pessoas queridas que participaram daquela noite tão importante para mim. Muito obrigada aos que compareceram, aos que escreveram, aos que desejaram boa sorte, aos que divulgaram. E o meu agradecimento especial para ele, que fez tudo acontecer.


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Não posso reclamar da divulgação. A assessoria de imprensa da Record tem trabalhado bastante e tem saído várias coisas sobre o livro. Já teve resenha de página inteira e entrevista no Prosa e Verso (perdi a oportunidade de linkar, e agora não encontro nem em cache mais), nos jornais de Minas, tenho dado entrevistas para vários programas de rádio, fui a um programa da Tv Horizonte, e tenho recebido um excelente retorno de vários leitores. Pois é, essas coisas acontecem! ;-))


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Mais algumas noites de autógrafo agendadas:

Rio de Janeiro - 03 de agosto, às 19:00h, na Argumento (Rua Dias Ferreira, 407 - Leblon)

Paraty - 12 de agosto, às 19:00h, na livraria Nova Paraty (Rua da Praia, 159 - Atrás da Casa da Cultura - como parte da Programação do
Off Flip

São Paulo - 16 ed agosto, às 18:30h, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena)


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Também fui convidada para dois eventos literários:
6 Feira do Livro de Ribeirão Preto, de 15 a 24 de setembro, na qual devo falar no dia 20, no Salão de Idéias

Tardes Literárias , dentro da Segunda Festa Portuguesa de Cabo Frio, que acontecerá de 6 a 12 de outubro. Devo falar no dia 7.


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Sempre que eu tiver algo a dizer, e ele deixar,darei um jeito de me convidar para blogueira convidada no Biscoito ;-). Acompanhem o blog dele e, sobretudo, participem do Clube do Leituras, que está começando as discussões sobre Grande Sertão: Veredas. Sabendo tudo que eu sei que ele sabe sobre esse livro, é imperdível.


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Acabei fazendo várias confissões, nesta que seria apenas a última. Quanto às anteriores, muito obrigada a todos que leram, comentaram, mandaram e-mails. Adorei os novos amigos e o contato com os antigos. Talvez algum dia eu volte, com outro blog. Talvez não. Tenho três livros começados e estou pesquisando para mais três, a trilogia "A história fantástica de Minas Gerais", que pretendo contar desde a pré-história até pouco depois da Inconfidência. Como podem ver, muito trabalho, trabalho e trabalho. Amém!

34 Comments:

Anonymous Erwin Maack said...

Sou um leitor perfeitamente anarquista. Isto é, além de uma certa insubmissão natural às indicações, creio que existe uma serendipidade na escolha do seu livro naquele momento . Mas, abrindo uma exceção cedi ao Millor.
E não me arrependi. Li, mais do que ler, me interessei pela história e vivi juntamente com seus personagens.
Parabéns. Vindo de um leitor quase anônimo não representará muito, mas insisto na congratulação e quase fico feliz de deixar o blog como leitura para aguardar suas novas páginas e páginas.
As gralhas são apenas gralhas e talvez por isso não cantem apenas crocitem.
Felicidades.

7/18/2006 08:32:00 AM  
Blogger Matilda Penna said...

Nossa, agenda repleta, novos planos, maravilha!
Beijos e sucesso, :).
P.S.: E saudades também...

7/18/2006 08:50:00 PM  
Anonymous Suzana said...

Ana...já estou triste porque cheguei tão rápido à metade do livro em menos de uma semana e vejo que em breve vai acabar...:(. Simplesmente maravilhosa sua obra, e me encanta saber ter se iniciado como aqueles famosos "acidentes" de percurso! Fiquei com vontade de conhecer a casa de janelas vermelhas, de voltar a andar por Salvador, de procurar esta Kehinde escondida dentro de cada uma de nós, e fico muito feliz por você ter encontrado a sua - e mais - por a ter compartilhado conosco.
Saudações e muita luz em teu caminho!
Suzan

7/19/2006 11:14:00 AM  
Blogger Claudio Costa said...

Menina, quase todos os dias passo aqui no 100 Confissões para ver se há novidades. Sei que você anda a mil, juntamente com ELE, mas somos vorazes e queremos mais! Seu testemunho aqui é uma lição de vida. Quanto ao Defeito de Cor... envolvente, bem escrito, uma saga monumental! Abração!

7/22/2006 09:14:00 PM  
Blogger Laura said...

Vc é generosa, li sobre as editoras, estou começando este processo, pensando onde ir. Tks, boa sorte para vc tbm, Laura

7/24/2006 08:02:00 PM  
Anonymous Ana said...

Erwin, eu também acredito nas serendipidades literárias. E em leitores serendiptuosos, que tanto têm de anônimos quanto de importantes. Muito obrigada pelo retorno, e pelo pequeno tratado sobre o canto das gralhas ;-)

Matilda, saudades também, minha amiga. Vou te escrever para colocarmos um pouquinho da conversa em dia.

Muito obrigada, Suzana. Pode ter certeza de que a casa de portas e janelas vermelhas é inspiradora. Fica na praia de Gamboa, bem de frente para o mar, na parte da ilha chamada Santa Cruz, quase ao lado da "árvore do amor". E Salvador, sempre merece revisita, não é mesmo? Que a Kehinde seja guia e inspiração.

Claúdio, muito obrigada, meu amigo. Ele manda um abraço, e estamos com saudades.

Laura, tudo o que posso te desejar, do fundo do meu coração, é muita, muita, muita sorte ;-)

beijos para todos,

7/25/2006 04:32:00 PM  
Anonymous Charline Fonseca said...

Ana, surpresa gratíssima receber um email sobre o lançamento de seu novo livro. Parabéns por essa conquista.
Confesso que nem me lembro mais como fui parar na sua lista de mailing. A questão é que, ao ler seu post, me deparei com a triste possibilidade de não poder ter um exemplar de "À margem e ao lado...". Li seu livro no fim de 2002, quando estava começando a faculdade de Jornalismo, por recomendação do meu meio-avô. Tentei comprar um exemplar, mas já estava esgotado, se me lembro bem. Fiquei encantada com ele, pela simplicidade e beleza do seu texto. Mas uma das coisas que mais me encantou foi a edição, artesanal, quase feita à mão, com aquele singelo girassol escondido sob a dobra do papel. Disponibilizá-lo na internet é uma maneira de eu poder revisitar seu texto, que tanto me enfentiçou, mas a leitura será muito diferente daquela em que pude sentir a aspereza e a suavidade do papel, do girassol e da sua história.
Não poderei ir ao lançamento da sua nova obra, mas certamente ela fará parte da minha (ainda pequena) biblioteca caseira de literatura romântica.
Muito sucesso pra você! Um beijo grande

8/02/2006 03:02:00 PM  
Anonymous Renata said...

Oi Ana.
Deixo aqui o mesmo comentário que deixei no blog do Idelber. Sinto muitíssimo por não ter comparecido ontem ao lançamento do "Defeito de cor", na Argumento. Já estava com o seu livro na mão para ganhar meu autógrafo mas infelizmente o fechamento do Prosa especial para a Flip não me deixou sair do jornal antes de 1h da manhã. Mil perdões. Vamos tentar marcar um chopp? Grande beijo, Renata.

8/04/2006 05:19:00 PM  
Blogger adelaide amorim said...

É uma delícia conhecer alguém com essa determinação, essa clareza de objetivos e a necessária coragem. Mesmo com todo o talento do mundo, dificilmente se chega a realizar o que você está realizando sem essas qualidades. Parabéns, Ana. Você merece todo o sucesso e a admiração da gente. Acabei não conseguindo chegar a tempo para o lançamento. Fiquei triste, mas vou me compensar lendo seus livros, viu? Um beijo e tudo de bom.

8/04/2006 11:57:00 PM  
Anonymous Paulo Guerra said...

Vc não vai fazer uma noite de autógrafos em Brasília??
Gostaríamos que viesse!!

8/08/2006 10:29:00 AM  
Blogger Alex said...

ana,

obrigado por ter escrito esse livro. estou na parte II. eu estranho a falta de escravidao na literatura por nao entender como os escritores podem ter fugido de um tema forte desse. eu me dedico a estudar isso porque o assunto bate em mim de forma muito emocional.

chorei muito com a parte do tumbeiro. muito mesmo. depois de ler trocentas e oito descricoes de nao-ficcao da passagem, foi a primeira vez que chorei com isso, porque, realmente, tem coisas que soh a ficcao pode fazer, existem graus de verdade que a gente soh pode atingir mentindo... ;)

pra nao falar q soh elogiei, tem um merda na segunda linha da pg 41 que me pareceu completamente fora de lugar - e olha que nao sou inimigo de palavrao. mas a narrativa vinha seguindo o tom, o vocabulario e o ritmo de uma crianca de oito anos e esse merda foi completamente inesperado e soou deslocado.

quis te mandar isso por email, mas nao tenho seu email. me escreve. beijos,

Alex

8/08/2006 09:56:00 PM  
Blogger Laura said...

Voltei para reler, quero ler seu livro- que livrão! não dá para comprar este mês. Vou divulgar no blog, vc é generosa e merece tudo de bom.
Moro em Natal, se vier aqui me avise, tá? sou do Rio, ma smoro aqui faz 3 anos.
Um abraço forte, Laura

8/12/2006 09:56:00 AM  
Anonymous Te said...

Ana Maria, leia o artigo interessente a respeito de seu livro e do de Carolina de Jesus
http://www.espacoacademico.com.br/063/63rpraxedes.htm

8/16/2006 02:23:00 PM  
Blogger Lucia Malla said...

Como sempre, cheguei atrasada. :-(

Ana, vc nao tem nocao de como sua ultima confissao me ajudou, em todos os sentidos possiveis e imaginaveis. Muito obrigada por manter esse blog.

Estou curiosa para ler seu livro. Avise a essa amiga Malla quando tiver mais lancamentos - numa dessas, pode ser q eu apareca "do nada" por lah... :-)

Beijos,

Lucia Malla

8/23/2006 02:54:00 AM  
Blogger baratas said...

Blog legal, parabéns! A política, se me atrai por sua importância para a vida social, também me cativa pela inesgotável mineração que nela se faz de excelentes motivos para o riso e a ironia. Há muito de exemplar nela! Nelson Rodrigues:"...sem ter um pouco de agressividade, corre-se o risco de ser atropelado até por um carrinho de picolé." De chuchu? Saúde e paz! www.baratas2006.blogspot.com

8/29/2006 05:58:00 PM  
Anonymous marconi leal said...

Ana, que belo blog tens por aqui. Parabéns!

9/04/2006 06:35:00 PM  
Blogger Marcos said...

Olá Ana,

Foi muito bom ter chegado até aqui e ler este seu post. Há anos tento terminar meu livro (desde os 14 anos e isto já faz muito tempo :). Tenho manuscritos, folhas datilografadas e outras digitadas em Word Star 7(!!!)um verdadeiro passeio pela evolução dos meios de escrita, mas sem finalização. Por fim estou colocando em um blog que também esta parado. As desculpas são as mesmas de sempre : Muito trabalho, falta de tempo, falta de inspiração. Mas a verdade é uma só : falta de disciplina.É algo que preciso adquirir e te ler,ler suas dicas ajudam bastante. Foi muito inspirador.
Um abraço e sucesso.
Marcos

10/16/2006 03:34:00 PM  
Blogger Furlani said...

Ana,
acabo (acabo mesmo) de ler Um Defeito de Cor - Millor estava certo, não dá para respirar!
Quero te dizer que ao longo da leitura (fácil por seu talento), tentei gravar na memória as tantas razão para parabenizá-la pela obra. Acontece que o virar das páginas, cada vez mais lento como que para evitar a última, o desejo óbvio de homenagear seu trabalho foi dando lugar a uma imensa vontade de te agradecer pelo trabalho, dedicação e, especialmente, sensibilidade para reconstruir e divulgar a inspiradora história de Kehinde. E é o que faço agora te agradeço pelo que me proporcionou e peço a Deus (seja lá com que denominação for) que a abençoe sempre.
Deixa eu dizer também que UM DEFEITO DE COR (mereidas maiúsculas) repousa agora ao lado de Cem Anos de Solidão e Tambores de Sao Luis, livros que marcaram minha vida e mudaram minha forma de ver.
Mais uma vez obrigado e, como não podia deixar de ser PARABENS!!!!
Furlani

11/01/2006 08:34:00 AM  
Anonymous Daniela Mann said...

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12/27/2006 10:10:00 PM  
Blogger Analu Menezes said...

Lindona, só posso esperar de ti cada vez mais. Que a última confissão se estabeleça nos próximos muitos episódias que ainda vai contar.
mil beijos de fã,
Analu

1/16/2007 02:57:00 PM  
Blogger Analu Menezes said...

Lindona, só posso esperar de ti cada vez mais. Que a última confissão se estabeleça nos próximos muitos episódias que ainda vai contar.
mil beijos de fã,
Analu

1/16/2007 02:57:00 PM  
Anonymous Fabiano said...

Olá,estava navegando pela net,quando encontrei seu blog,muito bom ele,super 10,bem limpo e sem complicações,diferentes de muito ai q ja naveguei no mesmo geênero,sempre voltarei aqui.
e queria te propor um parceiria,de trocas de links.
você aceita trocar links comigo?
o meu blog eu crie recentemente,e tem recebidos muitas visitas em média 800 pessoas,nele existe varios conteúdos,noticias,entreterimento,diversão enfim muitas muito interessante.
mais contato:proenca80@hotmail.com

Aguardo resposta......aceita

o meu blog é www.up.blog.br

1/17/2007 02:45:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Oi Ana, meu nome é Marcos Prado, diretor do documentário ESTAMIRA. Gostaria de entrar em contato com você a respeito do seu trabalho. Se puder meu email: m.prado@zazen.com.br
Um abraço

1/24/2007 10:25:00 PM  
Anonymous Sonia said...

Não sei se você ainda passa por aqui ocasionalmente, mas não custa tentar. Tenho acompanhado nos jornais o sucesso de Defeito de cor, inclusive o mais recente, o prêmio Casa de las Americas. Confesso que ainda não li seu livro - tenho trabalhado em revisão de teses, traduções, e o tempo para leitura é racionado. E como Defeito de cor não é dos mais curtos, acabo lendo primeiro os livros que tenho certeza de poder terminar até chegar um novo trabalho. Mas estou cada vez mais curiosa por ler, movida pelos elogios unânimes que a obra mereceu. Parabéns e um beijo.

2/01/2007 01:38:00 PM  
Blogger Andréa Augusto - angelblue83 said...

Oi Ana!

Li sobre seu prêmio no Gravatá e não podia deixar de vir para dar os parabéns por mais essa conquista. Parabéns menina!!! Ser publicada já é uma vitória e num país como o Brasil, uma verdadeira conquista! Que novos prêmios venham e livros também!

Um grande beijo querida
Andrea
http://www.literatus.blogspot.com

PS: Adorei o post, Ana. Legal a sua generosidade ao contar um pouco do caminho das pedras. Gostei!

2/12/2007 09:40:00 AM  
Blogger ana maria costa said...

www.livrariaamantedasleituras.com

Venha visitar-nos.

5/08/2008 06:38:00 PM  
Anonymous MARCIO CANDIANI said...

Conheci seu blog atraves do pras cabecas - do claudio costa e achei o maior barato...

visite meu blog depois, quando tiver um tempinho

http://saudementaldasgeraes.blogspot.com

Marcio Candiani

5/25/2008 07:39:00 PM  
Anonymous ernani said...

Olá , Ana Maria !
Estou começando a ler o romance Um Defeito de Cor , e que livro !!!! Estou surpreso por encontrar algo assim tão grandioso em nossa literatura contemporânea .
Qual o seu Orkut ?
Grande abç ,
ERNANI MOURA BRITO
http://ernanimourabrito.blogspot.com

11/28/2008 11:01:00 AM  
Blogger Najara said...

Ana, sou mestranda e estou pesquisando representações de Luisa Mahin na História e na Literatura. Seu livro Um defeito de cor é um dos objetos do meu trabalho. Gostaria de entrar em contato com vc para conversarmos sobre a obra. Como não consegui localizar um email,peço que entre em contato comigo por meu email. alinasigo@yahoo.com.br. Estarei aguardando. Um abraço, Aline Najara Gonçalves.

8/17/2009 01:52:00 PM  
Blogger Ana Lia Gonçalves said...

Olá, buscando por "Ana Maria Gonçalves" , achei-a, na verdade faz algum tempo.
Na internet adotei "Ana Lia Gonçalves", justamente por homônimas.
Muito interessante seu blog. Bem... ´gosto de escrever, faço blogTERAPIA...rsrsrs, a qualquer momento cá estou teclando, nas horas, nas ruins também, e revendo escrito avalio-me.
Parabéns minha xará! Colocarei nos meus favoritos...
bjs
Ana Maria Gonçalves
www.sol.blig.com.br
www.ccaragua.blogspot.com
www.anallia.blogspot.com

8/22/2009 05:23:00 PM  
Blogger Ana Lia Gonçalves said...

OI, vasculhando a internet achei seu blog, dentro de um blog da Ana Maria Gonçalves.
Eu também sou Ana Maria Gonçalves, mas achei seu blog muito legal.
Adicionarei nos meus favoritos. Visite se possível os meus:
www.sol.blig.com.br
www.ccaragua.blogspot.com
www.anallia.blogspot.com

Bjs

8/22/2009 05:32:00 PM  
Blogger Vereador Serginho Martins said...

Cara Aninha,

Desculpando-me pela "intimidade" e por deixar os temas livro e blog para outro momento, preciso confirmar uma informação: você morou em Porto Ferreira/SP?
Quando foi isso? Poderia contar-me, rapidamente, como aconteceu?
Se for real a informação repassada pelo meu cumpadre Virgilio Bezerra (CJK), ficarei muito honrado em saber que pessoa tão ilustre esteve tão próxima! Um grande beijo e que esta seja a primeira de uma série de importantes obras.

Serginho Martins
Vice-presidente da Câmara Municipal de Porto Ferreira

1/26/2010 09:22:00 AM  
Blogger Christiane Freire-Gari said...

Ana,
Parabéns pelo seu livro! Uma pesquisa impecável, o romance com perfeita cadencia e muito bem escrito.
Para mim, ler "Um defeito de cor" foi um grande presente por ser baiana, por ter um "ligeiro" defeito de cor e por ser documentador e pesquisador. Tentei comunicar-me por e-mail, mas creio que você não o recebeu.Obrigada pelo seu livro!

5/20/2010 12:39:00 AM  
Blogger Alex Amaral said...

Prezada Ana,

Comecei minha leitura de "Um defeito de cor" hoje. Estou exatamente na página 21. Como vê, é bem o início. Mas creio que posso dizer que, até aqui, me sinto encantado e intrigado com o pouco que li e com a perspectiva do que me aguarda nas centenas páginas seguintes. Também não posso deixar de lhe fazer uma pergunta: os documentos encontrados, além de seu livro, deram outros frutos?
Muito obrigado!
Seguirei no romance.

7/28/2010 05:38:00 PM  

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