Confissão #62

Duas semanas de notinhas escolhidas via Publishnews:

14/03
Histórias do samba
O Globo - 14/3/2006 - por Joaquim Ferreira dos Santos
Joaquim Ferreira dos Santos informa que Nei Lopes está escrevendo, para a Record, as histórias de Vinte contos e uns trocados, um volume de drama, tragédia, farsa e comédia, ambientado todo no mundo do samba. Numa das histórias, Nei ficciona a morte do compositor Geraldo Pereira e trata ainda das lendas e assombrações envolvendo um vizinho seu, sambista de Irajá, que teria sido enterrado vivo.

Impressões do sertão
Jornal do Brasil - 14/3/2006 - por Sergio Martins
O novo romance de Ariano Suassuna ainda não está terminado nem tem nome. Mas já tem, digamos, uma cara. É que suas ilustrações estão prontas. Elas são o resultado de um trabalho desenvolvido desde a última década pelo escritor paraibano radicado em Pernambuco e estarão à disposição do público a partir de hoje, às 19h, na Galeria Manuel Bandeira da Academia Brasileira de Letras, no Centro, quando será inaugurada a exposição Do reino encantado: iluminogravuras de Ariano Suassuna e fotografias de Gustavo Moura. Também hoje o escritor abre o ano acadêmico da ABL às 17h30, com a aula-espetáculo Raízes populares da cultura brasileira. É um senhor ato do compadecido


15/03
O raro guia de livros raros
O Estado de S. Paulo - 15/3/2006 - por Ubiratan Brasil
São mais de 31 mil títulos que, em alguns casos, se multiplicam cada um em vários volumes, o que dificulta totalizar o número de livros - no mínimo, deve chegar a 80 mil. Cultivada há quase oito décadas, a biblioteca particular do casal de bibliófilos Guita e José Mindlin tornou-se uma das mais importantes do Brasil, além de referência internacional na área. Seu acervo de manuscritos, primeiras edições, publicações ilustradas e outras raridades representa um verdadeiro tesouro que muito poucos conhecem. Pensando nisso, Mindlin e a mulher elaboraram, com as fiéis secretárias que trabalham na biblioteca, os dois volumes que compõem a coleção Destaques da Biblioteca InDisciplinada de Guita e José Mindlin (544 pp., R$ 260), que será lançada hoje às 20h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [SP]. Além de encantador, Mindlin é um homem desprovido de interesses pessoais, a ponto de ter acertado com os filhos a doação de 15 mil títulos para a USP. "Sempre gostei de inocular o vírus da leitura nas pessoas


17/03
Livraria Cultura recompra livro de cliente
PublishNews - 17/3/2006
Um novo serviço acaba de ser criado pela Livraria Cultura: o Programa Mais Leitores. Através dele, os livros adquiridos pelo cliente nos últimos 180 dias em qualquer das lojas ou pelo site da Cultura podem ser recomprados pela livraria por 25% de seu valor. Este valor será creditado imediatamente para o cliente, que pode utilizá-lo para comprar qualquer produto disponivel nas lojas. Os livros "usados" adquiridos pela Livraria serão colocados à venda apenas na Internet pela metade do preço inicial. Eles deverão estar em bom estado de conservação e terem sido adquiridos por participantes do programa de fidelização Mais Cultura. Por enquanto, o programa Mais Leitores só está em funcionamento nas lojas da cidade de São Paulo. Seu regulamento está disponivel nas lojas e também no site www.livrariacultura.com.br.


Odebrecht lança 3ª Edição do Prêmio Clarival do Prado Valladares
PublishNews - 17/3/2006
A terceira edição do Prêmio Clarival do Prado Valladares, criado pela Organização Odebrecht em 2003, está com as inscrições abertas para 2006. Podem se inscrever pesquisadores com projetos de pesquisa inéditos e relevantes nas áreas de história econômica, evolução sociopolítica e criação artística brasileira, com ênfase prioritária no estado da Bahia. O regulamento do concurso está disponível no site www.odebrecht.com.br, no qual poderão ser feitas as inscrições até o dia 31 de março de 2006. Os projetos não precisam ter nenhum formato pré-determinado, pois todo o planejamento será definido depois dos resultados, em conjunto com o autor e o Comitê Cultural da Odebrecht

Livros, digitais e identidade
Jornal do Brasil - 17/3/2006 - por Sergio Martins
Assim como outros diretores de grandes acervos de livros de outros países do mundo, Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, está dividido entre o maravilhamento e o receio diante da proposta do site de busca Google de criar um sistema de busca internacional unindo acervos de várias instituições, unindo, em tese, 15 milhões de volumes. Hoje, a ferramenta Google Book Search já permite acesso a milhões de volumes na rede, a partir de buscas simples. O projeto da empresa é ampliar esse acesso incessantemente. Ao Brasil, o Google acenou com um investimento de US$ 10 milhões (cerca de R$ 22 milhões) para a digitalização de dois milhões de volumes da FBN, sem nenhum centavo de custo para a instituição. “A proposta é tentadora, mas tememos que ela seja mal interpretada aqui no Brasil, que se pense que poderá haver um monopólio mundial de uma empresa privada sobre o conhecimento”, diz Sodré, também professor da Escola de Comunicação da UFRJ. Ele lida com o assunto com tanto cuidado que parece preferir não pensar nele sozinho. Tanto que vai discuti-lo com colegas da França e da Alemanha (que têm, segundo ele, a mesma preocupação) no Colóquio Internacional sobre Bibliotecas Digitais, que a FBN promove em 3 e 4 de abril, no Consulado da França, no Rio


20/03
A casa da língua
Folha de S. Paulo - 19/3/2006 - por Eduardo Simões
Com sua abertura nesta segunda, para convidados, e na terça-feira, para o público, na Estação da Luz, em São Paulo, o Museu da Língua dará ao português um abrigo "high-tech" e com fôlego. Projeto orçado em R$ 37 milhões, realizado pela Fundação Roberto Marinho e pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, com investimentos da iniciativa pública e privada, o Museu da Língua tem boa parte de seu acervo renovável. A exposição permanente (em sua forma) permite que o idioma (seu conteúdo vivo) seja "biografado" de seus primórdios até o dias de hoje. E deixa espaço para, no futuro, ser uma matriz "recarregável". É um museu vivo, com variados recursos audiovisuais e de informática. Não é um mausoléu, mas um museu na acepção moderna do termo", diz Isa Ferraz, diretora de conteúdo do museu. "A idéia é que, pela natureza "virtual", o acervo possa ser renovado e atualizado. É um processo complexo e caro, mas que, mais adiante, poderá e deverá acontecer." >>

Obras emulam linguagem da web
Folha de S. Paulo - 18/3/2006 - por Marcelo Pen
Um fenômeno de dupla face, relacionado à produção e recepção de textos pela internet, vem afetando as esferas da criação e da autoria no cenário das letras. Faz algum tempo nossos novos e nem tão novos autores resolveram investir nos blogs, onde colocam biografia, bibliografia, idéias e textos. Alguns, a exemplo do gaúcho Carpinejar, fazem a ponte entre a via eletrônica e a impressa, publicando livros com base nos textos dos blogs, como O Amor Esquece de Começar (Bertrand Brasil, 288 pp., R$ 35). Carpinejar chama suas pequenas criações em prosa de "crônicas". As frases se pautam por esse caráter de definição geral, às vezes resvalando para a platitude: "Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus", "solidão não é prejudicial à saúde". Os internautas parecem gostar desse tipo de abordagem, tanto que prestigiam não só os blogs quanto as colunas em sites de relacionamentos, como a da escritora Martha Medeiros. Mas, como no reino difuso da web nem tudo é o que parece ser, Martha é vítima de ladrões de textos, que os surrupiam e os veiculam sob alcunha alheia, como mostra Caiu na Rede (Agir, 128 pp., R$ 24,90), de Cora Rónai. Martha tem textos seus atribuídos a Mario Quintana, Arnaldo Jabor e Luis Fernando Verissimo. O último parece ser o campeão de textos difundidos com seu nome. A lógica está em imputar a um autor mais conhecido frutos de seara bem diversa.


21/03
Abeu lança a Verbo - Revista Brasileira do Livro Universitário
PublishNews - 21/3/2006
O primeiro número da publicação da Associação Brasileira de Editoras Universitárias trata do projeto VivaLeitura, destacando suas principais ações no ano passado e as mudanças ocorridas em 2006. Em outra reportagem, explica o Programa Interuniversitário para Distribuição de Livro (PIDL), que ajuda na distribuição de obras das associadas da Abeu no Brasil. A revista Verbo também é um espaço para discutir temas polêmicos ligado ao livro. A questão da reprodução de obras nas universidades é tratado em dois artigos. A revista também traz artigo de Carlos Gianotti, diretor da Editora Unisinos, sobre a política editorial das editoras universitárias. Além disso, as professoras Gleisy Fachin e Araci Hillesheim analisam a importância do artigo científico. A primeira edição da Verbo está sendo enviada para cerca de 1.400 pessoas por e-mail via pdf. A edição também está disponível no endereço www.abeu.org.br/imprensa.php.

Cronopinhos: ‘...para filhos conectados e pais amolecados...’
PublishNews - 21/3/2006
Talvez você não tenha percebido, mas se seu filho fosse o piloto desse teclado ele já teria notado que o Cronopinhos está no ar. E como todo filhote que se preza ele é completo e independente do Cronópios. As únicas áreas em comum são o Café Literário e o formulário para contatos. É espaço de criação tanto quanto o Cronópios. É um desafio para quem não escreve para o público infanto-juvenil. Por que não tentar? Para quem já está criando textos e traquitanas de olho nesse público (e são muitos, acreditem...) o espaço é esse. Há, de quebra, espaço para mini portfólios de ilustradores, oportunidade rara de mostrar sua arte para o mercado ou mesmo para outros autores. Seria um colosso se acontecessem dobradinhas espontâneas entre escritores e ilustradores, apresentando os resultados no ar. Iremos valorizar toda proposta criativa. O site não é para crianças, só. É muito mais espaço dos criadores para crianças. Acesse: www.cronopios.com.br/cronopinhos.


22/03
Quem escreveu esse texto?
PublishNews - 22/3/2006
Já dizia Lavoisier, "na natureza nada se cria". Mas, em tempos de banda larga, a novidade é encaminhar. Caiu na Rede (Agir, 128 pp., R$ 24,90) da jornalista Cora Rónai, é um divertido esclarecimento sobre 'autoria' e 'plágio' em tempos de tecnologia digital. Como manter para si, egoisticamente, o melhor texto sobre palavrões escrito por Millôr Fernandes? Ou o bizarro conselho sobre uso de filtro solar de Vonnegut, durante a colação de grau no MIT? Mas há um probleminha: estabelecer a autoria destes surtos de sabedoria popular soltos na rede. Afinal, não, Millôr não é o idealizador da tal missiva eletrônica. E, na verdade, Kofi Annan era o paraninfo, e em seu discurso não estava preocupado com as emissões solares. Nessa obra, Cora leva o leitor para um mundo de textos apócrifos - aqueles muito em moda desde os tempos da Bíblia (se bem que a conexão daquela época não era das melhores...) -, e nos mostra como qualquer coisa, escrita por qualquer um, com qualquer nome na etiqueta, pode ser lançada no ciberespaço e, em questão de horas, ser lida por multidões ao redor do mundo.


24/03
Cultura em revista
Gazeta Mercantil - 24/3/2006 - por Alexandre Staut
Periódicos culturais disponíveis no mercado nacional saem, em média, com tiragem entre 25 mil a 50 mil por mês. A "Diapason" chegou às bancas com 25 mil exemplares. A Duetto, responsável pela publicação, chega a distribuir 134 mil exemplares de revistas voltadas aos temas culturais mensalmente. Deste montante, a editora consegue vender de 60% a 70%. O periódico cultural de maior tiragem no País é a "Nossa História", com distribuição de 76 mil exemplares por mês. "Os números são animadores. Mostram que há interesse no Brasil pelo segmento", confere Adalmir Sampaio Gomes, diretor do periódico. Daysi Bregantini, da "Cult", assim como outros editores, diz que a receita de tais revistas provém de vendas em bancas e assinaturas. "Trata-se de um caso de paixão do editor. Quase que não há anúncios. Sobrevivemos com orçamento mínimo", observa. "Agências de propaganda têm apresentado uma visão antiquada em relação às revistas culturais. Publicitários simplesmente desprezam tais publicações, acreditam que quem consome cultura é nerd, que leitor intelectual não tem cartão de crédito", diz Alfredo Nastari, da Duetto. Até mesmo a "Bravo!", que se apresenta consolidada no mercado e é editada pela mais importante editora de revistas do Brasil, encontra dificuldades em arrumar anunciantes. A saída utilizada pela editora Escala Educacional para aumentar sua receita foi propor assinaturas a escolas do ensino médio e bibliotecas de todo o País. Carlos Alexandre de Carvalho Moreno, da Uerj, acredita que, mesmo com este boom de revistas culturais no Brasil, ainda estamos longe de possuir uma cobertura de produção intelectual satisfatória. Ele cita, por exemplo, "Magazine Littéraire" [França]. "Não temos nada que se assemelhe a esta revista por aqui", diz. Quando olhamos para a tiragem de algumas das publicações, podemos ver que houve sim um boom no mercado nacional de revistas de cultura, mas as vendas poderiam ser melhores. O guia cultural "Pariscope", por exemplo, vende em média 250 mil exemplares por semana, de acordo com dados publicados em seu site na internet. Um número que, por ora, parece ainda muito distante da realidade nacional, mas, se depender do ânimo dos editores, não é impossível.

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