Confissão #46

As notas via Publishnews:

20/02
Bruna Surfistinha
O Globo - 18/2/2006 - por Manya Millen e Rachel Berthol
A No Prelo afirma: o sucesso da ex-prostituta, que lançou há três meses O doce veneno do escorpião, parece não ter limite. Seu livro, lançado pela Panda Books, além de virar filme, está sendo disputado por editoras do mundo todo, da Coréia à Alemanha. Na América Latina, será editado pela Planeta - Bruna será em março um dos destaques do Salão do Livro de Buenos Aires - e em maio ela deve fazer um tour de lançamento pela Itália. Esta semana, completam Manya Millen e Rachel Berthol, o livro superou Quase tudo, de Danuza Leão, e agora lidera a lista de best-sellers, com 90 mil exemplares vendidos.


23/02
Festival de Poesia de Goyaz
PublishNews - 23/2/2006
A bela Cidade de Goiás, terra da poeta Cora Coralina, acolherá o primeiro festival especialmente dedicado à poesia no Brasil. É o Festival de Poesia de Goyaz que, de 24 a 26 de março, reunirá alguns dos mais representativos poetas da atualidade no País, conhecidos críticos literários, editores que publicam poesia e convidados num evento que promete divulgar esta arte milenar. Serão três dias dedicados a palestras, leituras, recitais, oficinas, encontros com editores, lançamentos, autógrafos, exibição de vídeos, concursos e premiações. A solenidade de abertura do evento, no dia 23 de março, acontecerá no Cine Teatro São Joaquim, a partir das 20h00, e contará com uma homenagem especial ao poeta Manoel de Barros, que estará presente ao evento. Todas as atividades têm entrada franca. Um convite irresistível ao público leitor de todo o País. Para obter informações detalhadas sobre o evento, basta consultar o site do festival: www.goyaz.unb.br.


24/02
Ingresso da Bienal vale desconto em livros
PublishNews - 24/2/2006
Uma das maiores novidades da próxima Bienal do Livro de São Paulo será o desconto que todos os visitantes pagantes recebem na compra de livros dentro do evento. O desconto corresponde ao mesmo valor pago na entrada, ou seja, 10 cupons de R$ 1 para adultos e 5 cupons de R$ 1 para meia-entrada. A cada R$ 10 utilizados na compra de livros, o visitante pode usar um cupom de R$ 1 para complementar o pagamento. Por exemplo, num livro de R$ 30, o visitante paga R$ 27 e completa o valor com três cupons. A relação dos expositores participantes da promoção ficará disponível para o público num grande painel instalado logo na entrada da Bienal, na edição diária do boletim informativo que circula diariamente no evento e no site www.bienaldolivrosp.com.br. Quem quiser comprar seu ingresso antecipadamente, com conforto, segurança e agilidade, pode fazê-lo pela internet, no mesmo endereço virtual. Durante o evento, cinco guichês serão reservados especialmente para atender estes visitantes. O ingresso também vale descontos em diversos estabelecimentos da cidade, como parques temáticos, bares, restaurantes e outros. Esta é uma iniciativa da prefeitura de São Paulo, que incluiu a Bienal do Livro no programa "São Paulo pela Leitura", promovido pela SPTuris. A relação completa dos locais participantes está disponível no site www.spturis.com/saopaulopelaleitura

Uma estréia cruel e radical
Valor Econômico - 24/2/2006 - por José Castello
Como nasce um escritor? De qual vazio, de que rombo interior emerge a vocação literária? Uma resposta possível nos é oferecida em Memória de Elefante, romance de estréia do consagrado escritor português António Lobo Antunes. Lançado em 1979, em Lisboa, o livro só agora chega ao Brasil, como um dos destaques da editora Objetiva na Bienal do Livro de São Paulo. O hiato de quase três décadas, ainda assim, não tira a força do romance. Ao contrário: contraposto à carreira vitoriosa do próprio Lobo Antunes, ele se mostra ainda mais certeiro. O narrador de Memória de Elefante é, em tudo, um alter ego de António Lobo Antunes. Médico psiquiatra, como ele, trabalhou na África, em Angola, como ele também. Voltou a Portugal depois de uma separação dolorosa - e para Lobo Antunes, também a separação da mulher Maria José, em 1976, no mesmo ano em que começou a escrever "Memória de Elefante", foi um divisor de águas pessoal. Na dor da separação - como Lobo Antunes - o personagem é obrigado a repensar, e mesmo a recriar sua vida. Escrevendo o romance, Lobo Antunes fez a mesma coisa. Memória de Elefante relata 24 horas decisivas na vida de um médico que, depois de deixar a mulher, Edite, e duas filhas em Angola, retorna a Lisboa, solitário e com o coração cheio de chagas.


02/03
'O Sol É para Todos' é livro essencial, diz pesquisa
BBC Brasil - 2/3/2006
O livro O Sol É para Todos, escrito pela americana Harper Lee, foi escolhido na Grã-Bretanha como a obra que todo mundo deve ler antes de morrer. O livro, lançado em 1960, conta a história de um homem negro que é injustamente acusado de estupro de uma garota branca e foi levado para o cinema dois anos depois em um filme de grande sucesso estrelado por Gregory Peck. A escolha foi feita por bibliotecários britânicos. O Sol É para Todos deixou para trás a Bíblia e a trilogia O Senhor dos Anéis, de JR Tolkien. No livro, Harper Lee explora as relações raciais e de classe no sul dos Estados Unidos na década de 1930. A obra lhe valeu um Prêmio Pulitzer. Outros clássicos da literatura que foram bem votados incluem Jane Eyre, de Charlotte Brontë, 1984, de George Orwell, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e Um Conto de Natal, de Charles Dickens. O Código Da Vinci, megabest-seller do americano Dan Brown, recebeu apenas um voto. Uma outra pesquisa, feita pela BBC, chegou à conclusão de que a leitura é considerada uma atividade importante por 79% dos britânicos, deixando para trás outras preferências nacionais, como assistir TV (considerada importante por 67%) e cuidar do jardim (49%). Mas 17% dos pesquisados disseram que não gostam de ler.

A literatura de ficção morreu? (Mais uma vez)
Portal Literal - 28/2/2006 - por Rubem Fonseca
Muito antes de publicar o meu primeiro livro eu já ouvia dizer que o romance e o conto estavam mortos. Parece que a primeira morte teria sido anunciada ainda em 1880, não obstante, como todos sabem, Emily Dickinson, Tchekov, Proust, Joyce, Kafka, Maupassant, Henry James, o nosso Machado, Eça, Mallarmé, as Bronte, Fernando Pessoa (um pouco mais tarde) estivessem ativos naquela época. No início do séc. XX, com o lançamento, por Henry Ford, do Ford Model T, um automóvel popular, construído numa linha de montagem, um carro barato que em poucos anos vendeu mais de quinze milhões de unidades, as Cassandras afirmaram que agora a literatura de ficção, na qual se incluía a poesia, estava mesmo com os dias contados. Dentro de pouco tempo todas as pessoas teriam automóvel e usariam o carro para passear, fazer compras, namorar em vez de ficarem em casa lendo. Ou porque não soubessem o que lhes reservava o futuro, ou lá porque fosse, o certo é que muitos escritores, como Yeats, Benavente, Galsworthy, Selma Lagerlof, Rilke, Kavafis, Edna St. Vincent Millay continuaram escrevendo, e talvez até mesmo tivessem um Model T na garagem deles. Nova anunciação mortal veio logo em seguida, causada pelo cinema, denominado de Sétima Arte. Uma pesquisa da época mostrou que em cada 100 pessoas 80 freqüentavam o cinema e 2 (duas!) liam livros de ficção. Agora mesmo é que a literatura, enfim, havia morrido. Desta vez não tinha salvação. Mas Sinclair Lewis, Thomas Mann, Bunin, Céline, Ana Akhmatova, O'Neill, Pirandello, e muitos outros não sabiam disso. (Os dois últimos são autores de teatro, mas o teatro começou a morrer antes). Acesse o Portal Literal e leia na íntegra o texto de Rubem Fonseca


03/03
Sobre a mulher
O Estado de S. Paulo - 3/3/2006 - por César Giobbi
César Giobbi acredita que o livro e o site Progresso das Mulheres no Brasil, que será lançado hoje, pelo Fundo das Nações Unidas para a Mulher, na Casa das Rosas (SP), vai causar impacto, em função do seu conteúdo um tanto quanto desolador. Algumas referências: 71% dos boletins de ocorrência de vítimas de violência física e sexual ainda são arquivados. Em Pernambuco, há uma morte por dia em decorrência de agressões domésticas. Entre as brancas, o índice de analfabetismo, que era de 10%, hoje é de 7.7%. Entre as negras, caiu de 26% para 18%.

Bienal tem mostra exclusiva de leitor portátil de livros digitais
PublishNews - 3/3/2006
Recentemente, o mercado editorial mundial entrou em uma série de discussões e debates por conta das várias notícias veiculadas na imprensa sobre a investida de grandes empresas de tecnologia em livros digitalizados. É o caso do Google, Microsoft, Yahoo, Amazon e a até da japonesa Sony. No Brasil, a 8ª maior indústria de livros, apenas algumas editoras, com a colaboração de entidades de classe como a Câmara Brasileira do Livro [CBL], estão se preparando para este novo nicho de mercado, que abre um leque de opções de negócios no universo da Internet. Entre elas está a Giz Editorial, que expõe em seu estande, na Travessa Literária, Rua O, a maior novidade do mercado atualmente. Trata-se de um artefato desenvolvido especialmente para a leitura de livros no formato digital, uma verdadeira biblioteca portátil. O dispositivo, que promete ser comercializado no Brasil ainda este ano pela empresa pontocom eBookCult Digital Library Solutions, pesa aproximadamente 300 gramas e por isto é considerado leve e fácil de segurar. Além disso, tem bateria com autonomia para 12 livros a cada recarga e permite o acesso à aproximadamente 250 mil páginas. O aparelho armazena, ainda, mais de 30 livros em sua memória interna e aceita expansão através de memory cards.

2 Comments:

Blogger Jr Punketone said...

bruna surfistinha vender 90 mil cópias é totalmente antogônico: é de fazer qualquer um desistir de escrever, ou incentiva qualquer um a escrever.
A propósito, seu blog é ótimo. Convido-te a uma visita aos meus:
www.orgasmoscerebrais.blogspot.com
www.duplamente.blogspot.com

3/08/2006 03:57:00 PM  
Blogger Ana Maria Gonçalves said...

Esta foi boa, Lucien ;-)POr via das dúvidas, escrevamos. Sempre.
Beijo,
Ana

3/08/2006 10:46:00 PM  

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